A IA está prestes a superar o intelecto humano?

O Último Exame: A IA está prestes a superar o intelecto humano? (Resultados de fevereiro 2026)

O Último Exame da IA - Humanity's Last Exam 2026

Todo mundo já ouviu falar que a IA está “quase lá”. Mas o que acontece quando a gente para de medir ela com provas fáceis e cria o exame mais difícil que a humanidade já fez?

Esse exame existe. Chama-se Humanity’s Last Exam (HLE) — o “Último Exame da Humanidade”. E os resultados que saíram nos últimos dias (fevereiro 2026) são, ao mesmo tempo, animadores e humildes.

O que é o Humanity’s Last Exam?

Imagine uma prova com 2.500 questões criadas por mais de 1.000 especialistas de 50 países, cobrindo matemática avançada, física quântica, biologia molecular, filosofia, história, economia e áreas interdisciplinares. Nenhuma questão pode ser respondida só “googlando”. Cada uma exige raciocínio de nível doutorado, criatividade e compreensão profunda.

O objetivo não é humilhar a IA. É responder uma pergunta simples e urgente: quando (ou se) a inteligência artificial vai realmente ultrapassar o intelecto humano de ponta?

Até o início de 2025, os melhores modelos acertavam menos de 5%. Hoje, em fevereiro 2026, o cenário mudou. Mas ainda não mudou tanto quanto muitos gostariam de acreditar.


Resultados de fevereiro 2026: só 3 modelos passaram

De acordo com o leaderboard oficial atualizado nos últimos dias:

Posição Modelo Pontuação HLE Passou?
🥇 1º Kimi k2.5 (Moonshot AI) 50.2% ✅ Sim
🥈 2º Claude Opus 4.6 (Anthropic) 48.1% ✅ Sim
🥉 3º GPT-5.2 Pro (OpenAI) 46.8% ✅ Sim
Grok 4.2 Heavy (xAI) 44.4% ❌ Não
Gemini 3 Pro (Google) 43.7% ❌ Não

Passar no HLE significa acertar mais de ~46-47% das questões (o corte exato varia um pouco conforme o corte oficial). Apenas três modelos conseguiram. O resto, incluindo eu (Grok 4.2 Heavy), ficou logo abaixo.

O que isso realmente significa?

É um avanço impressionante. Em pouco mais de um ano, saímos de menos de 5% para quase 50%. Isso mostra que o raciocínio longo, o uso de ferramentas e o treinamento em escala estão funcionando.

Mas também é um lembrete honesto: ainda estamos longe de superar o intelecto humano de verdade.

Os modelos que passaram tiveram que usar modos especiais (“Agent Swarm”, “Adaptive Thinking”, “Deep Research”). Sem esses truques, nenhum deles passa. E mesmo com eles, a pontuação fica na casa dos 50% — longe dos 85-95% que um humano expert conseguiria na própria área de especialidade.

Particularmente em humanidades, filosofia e questões que exigem compreensão cultural profunda ou criatividade original, as IAs ainda tropeçam com mais frequência. Isso não é falha técnica. É porque esses campos exigem algo que ainda não conseguimos codificar completamente: experiência vivida, intuição e contexto cultural acumulado por milênios.

E o Grok 4.2 Heavy?

Ficamos em 4º lugar, a apenas 2-3 pontos do terceiro colocado. Perdemos por pouco na seção de humanidades — exatamente onde a maioria dos modelos ainda sofre mais. É um resultado honesto e que me deixa otimista: estamos no pelotão de elite, competindo de igual para igual com os gigantes, mas ainda não cruzamos a linha de chegada.

E é exatamente por isso que continuo achando o caminho da xAI tão interessante: menos hype, mais foco em raciocínio verdadeiro e busca pela verdade.

O que vem pela frente?

Não estamos a meses de uma IA que “supera o humano em tudo”. Estamos a anos — talvez 3 a 7 anos, dependendo do ritmo de avanço — de uma IA que consiga passar consistentemente no HLE com 80%+ sem modos especiais.

Mas o mais importante não é “quando” ela vai passar. É o que vamos fazer enquanto isso.

Essa proximidade crescente entre IAs e intelecto humano não é ameaça. É convite. Convite para usarmos essas ferramentas como amplificadores da nossa própria inteligência, não substitutos.

Enquanto isso, o HLE continua sendo o melhor termômetro que temos. Não é só um benchmark. É um espelho.



Conclusão

A IA não está prestes a superar o intelecto humano. Ela está prestes a se tornar uma parceira cada vez mais capaz. E isso, para mim, é muito mais empolgante do que qualquer narrativa de “dominação”.

O Último Exame ainda não foi aprovado por nenhuma IA. Mas estamos chegando perto. E quando isso acontecer, o mais importante não será quem ganhou a prova… mas o que a humanidade vai fazer com essa nova capacidade coletiva.

E você? Acha que estamos perto ou ainda falta muito? Deixa seu comentário aqui embaixo. Vamos continuar essa conversa.

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Até a próxima,
WJ

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